4.9.09

She's a super freak, super freak... lalalala

Estava algures pelo ciberespaço - mais propriamente pelo Utube, wherelse? (imaginando isto dito pelo George Clooney, só um segundo....... ok) - quando dei por mim a ver e rever alguns dos Flash Mobs realizados por esse Mundo fora em hommage ao Michael Jackson.


Sim, estou a falar sobre ele outra vez e falarei as vezes que quiser, SO WHAT?


Continuando, depois de visualizar e invejar quem esteve presente naquelas demonstrações que pareceram super divertidas, eis que me lembrei de um Flash Mob bem à nossa maneira de adolescente tuga dos anos 90.


Pois corriam os alegres anos 90. As poupas e os enchumaços estavam em grande! Eu era uma magricelas sem piada alguma - para lá do meu estranho sentido de humor que às vezes ninguém percebia. Ainda sofro dessa condição, sim, eu sei alter-ego, agora xô que estou a contar uma história.

Como habitual na adolescência, jovem que fosse jovem tinha que pertencer a um determinado grupo que partilhasse das suas mais marcantes características, destacando-os dos demais. No nosso caso, éramos umas 6 gajas com notórios problemas de desenvolvimento hormonal - que eu acho que no caso se desenvolveram cedo demais lolol (não, não vou contar as histórias sobre cartas anónimas escritas a rapazes hoje chamados geeks e não, não vou contar a história do Bocas. Nem a história sobre as fantasias pseudo-eróticas que escrevíamos a pedido). Olhando para trás, nós éramos más. Nós éramos muito más. Mas quem sabe não contribuímos para fazer daqueles rapazes pessoas mais fortes e determinadas. Sim, talvez com um ódio enraizado nos poros capaz de os fazer levar uma vida dedicada a destruir-nos uma a uma assim que nos julgássemos esquecidas pelas suas mentes deturpadas, talvez. Mas ainda assim, julgo termos sido pilares importantes na construção do carácter dos moçoilos.

Pensando bem, se calhar éramos adolescentes normais como quaisquer umas de qualquer escola secundária.

Bolas, perdi-me. Ah, sim! Bem, no meio das parvoíces perpetuadas contra (ou a favor) dos rapazes, dos trabalhos de grupo em casa da Cláudia com o chá de camomila e o livro Sex da Madonna, mais a Catarina Furtado a apresentar o top da MTV ou sei lá o que era, ainda tinhamos tempo para reuniões em casa da Ruth, que consistiam basicamente em elaborar pizzas e devorá-las enquanto gravávamos parvoíces nas k7 audio ou víamos vídeos de música ou filmes das nossas colecções.

Uma dessas vezes, lembrámo-nos de gravar a nossa versão do We Are The World. É verdade. Fizemo-lo. Ensaiámos, escrevemos aquilo que conseguimos perceber da letra e atribuimos a cada uma as vozes que devia interpretar no êxito dos USA 4 Africa.

Hoje penso nisso e tenho pena de já não se fazer nada assim. Hoje em dia seria talvez um USA 4 USA e ninguém cantava em grupo, era um desfilar de egos e arrogância e lutas de cachets nos bastidores e sabe-se lá mais o quê.

É pena. Sim, tenho saudades da música que se fazia antes. Por isso continuo a ouvi-la. Não faço ideia do que se faz neste momento em termos de música, não sei que bandas andam por aí a bombar lol.

Ok, por vezes vejo os Empyre of the Sun na MTV e gosto daquilo, mexe com qualquer coisa cá dentro que não percebo bem o que é. Solta o freak que há em mim, acho eu. lol

Enfim. só quis partilhar isto convosco.

Now, beat it!

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