No mundo das relações inter e intra-sexuais o limite é não haver limites para aquilo que faz mover a libido do casal (ou grupo eheheh).
Em conversa com amigos sobre coisas mundanas veio à baila não só a música do Marco Paulo como também a ideia de esquartejar, aqui no MeiaLiga, a engrenagem do pessoal que faz parte desse grande clube que é a raça humana, quando toca a assuntos dignos de serem cantados pelo Marco Paulo no sucesso acima referido.
Esquartejar é giro. Tenho que me deixar de ver séries sobre investigação criminal (sorvo-as todas, CSIs, NCIS, Mentes Criminosas, Medium…enfim).
Continuando, nunca se sabe o que pode servir de rastilho para incendiar a libido de alguém. Eis alguns exemplos (atenção, nenhum deles serve comigo… não quero revelar esse tipo de segredos, embora uma ou outra entre vós já saiba qualquer coisa sobre isto lol).
- Usar palavras “caras”: como concomitância, aspergir, hidrópico, lexicológico, etc. Esta vertente foi utilizada no filme “Threesome”, que aconselho a ver se tiverem a mente aberta a abordagens menos pitorescas da vida universitária na América dos anos 90. (Acredito que hoje seja bem pior lol) Pode ser adaptada a uma tipo de linguagem específico: por exemplo, decerto haverá neste Mundo alguém que fique excitado/a ao ouvir o linguajar informático. Ou os Lusíadas em mandarim. Sei lá, há gostos para tudo - feliz ou infelizmente. Neste post é tudo feliz, note-se, nada de comportamentos desviantes. Só um bocadiiiinho… muito pouco.
- Usar uniformes: serve para ambos os sexos e inclui fatos de Carnaval, Halloween, etc. E não falo apenas dos usualmente retratados nos filmes porno (canalizador, polícia, operário da construção civil, secretária, uniforme escolar, enfermeira), aqui incluem-se todos os possíveis: equipamento de lutador de sumo, de wrestling, de futebol, fato de executivo/a (oops esta não era para entrar lol), imitador profissional do Elvis, criminalista, desinfestador, doméstica, peixeira, minhota, sei lá… a imaginação que vos diga até onde querem ir!
- Role-play: fingir que se é outra pessoa pode, para alguns indivíduos (com questões não resolvidas na infância, talvez, mas não julguemos ninguém por favor, sim alter-ego?), fazer bater mais forte o coração e outros órgãos associados ao acasalamento cof, cof. E não estou a falar de indumentárias, mas da assumpção da parte psicológica de outro personagem. A verdade é que fomenta a criatividade além de permitir que se descubra um ou outro facto sobre a psique da outra metade da equação (como referi na introdução deste post, a fracção pode variar), uma vez que é inevitável que a personagem escolhida tenha alguma coisa a ver com a essência do verdadeiro “eu” que há em cada um de nós.
- Partes do corpo extremamente banais: toda a gente sabe dos fetiches por pés, mamas, rabos, pescoços, lábios… Mas é injusto que não se fale das outras. Que tal um fetiche pelos lóbulos das orelhas? Ou pelas pestanas? Ou ainda pelas maçãs de Adão? Os joelhos? Os cotovelos? Quantos poemas foram já desperdiçados por não versarem sobre a verdadeira magnitude da diversidade imensa do corpo humano? (e que tal esta elaborada frase que acabei de desperdiçar, ahn? Não diz nada mas rematou bem o conceito – ou melhor distraiu-vos do real impropério que este post acaba por ser bem no fundo… nem é muito fundo, via-se logo no primeiro parágrafo que isto não ia dar em grande coisa)
- Documentários televisivos: é certo e sabido que para algumas pessoas o visionamento de imagens extremamente sugestivas, quando não explícitas, do acto sexual, entretém, dá ideias e até ajuda a impulsionar a… o… momento. Mas que é feito daqueles que apreciam um bom BBC Vida Selvagem para engrenar o idílio amoroso? Ou até o TVRural? O canal AR? Há um mundo de sabores e cores diferentes na exploração dos impulsos, e quem somos nós para delimitá-lo com ideias pré-concebidas? Por isso, toca a fazer bed-zapping!! Ou couch… sei lá, depende de onde estiverem.
Enfim, como este post já vai longo voltarei em breve com mais deliberações permissivas e absurdas sobre a vivência humana.
Até lá, bom Halloween!
Mag
2 resmas e paletes:
Essa do TV RURAL deu cabo de mim. Achas sinceramente que alguém consegue ter tesão a ser o eng. Sousa Velosa e as suas frondosas suiças?! ARGH...
Epá, acredito que há vinte e tal anos, quando não tinhamos dezenas de canais por onde escolher, fosse possível alguém olhar para a TV e dizer: ora bolas está a dar o TvRural... que chatice! Wanna get laid?
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